Redes sociais podem ser eficientes nos treinamentos corporativos
“As redes sociais na internet congregam 29 milhões de brasileiros. Nada menos que oito em cada dez pessoas conectadas no Brasil têm o seu perfil estampado em algum site de relacionamento. Elas usam essas redes para manter contato com os amigos, conhecer novas pessoas (…) Os brasileiros já dominam o Orkut, site pertencente ao Google e, agora, avançam sobre o Twitter e o Facebook. A audiência do primeiro quintuplicou nos primeiros cinco meses deste ano e a do segundo dobrou. Juntos esses dois sites foram visitados por cinco milhões de usuários em maio, um quarto da audiência do Orkut. Para cada quatro minutos na rede, os brasileiros dedicam um para atualizar seu perfil e bisbilhotar o dos amigos, segundo dados do Ibope Nielsen Online.
Os sites de relacionamento, como qualquer tecnologia, são neutros. Eles são bons ou ruins dependendo do que se faz com eles. E nem todo mundo aprendeu a usá-los a seu próprio favor. As redes sociais on-line deveriam fazer parte da lista de produtos que vêm acompanhados daquela frase: “Use com moderação”. Os sites podem ser úteis para manter amizades separadas pela distância ou pelo tempo e para unir pessoas com interesses comuns. Nas últimas semanas, por exemplo, o Twitter foi acionado pelos iranianos para denunciar, em mensagens curtas e tempo real, a violência contra os manifestantes que reclamavam de fraudes nas eleições presidenciais. Em excesso, porém, o uso dos sites de relacionamento pode ter um efeito negativo: as pessoas se isolam e tornam-se dependentes de um mundo de faz-de-conta, em que só se sentem à vontade para interagir com os outros protegidos pelo véu da impessoalidade”.
(Extraído da Veja Online — 04/07/2009)
Esta matéria revela números que não param de nos surpreender. O brasileiro gosta mesmo de navegar na internet e, a despeito de todas as limitações culturais e financeiras, está cada vez mais conectado na web. Outra característica, sempre crescente, é a predisposição de relacionamento em redes sociais.
Isso é muito bom para as empresas que precisam melhorar o desempenho de suas equipes e executivos, pois se abre a possibilidade de oferecer treinamento online sem receio de não conseguir atingir o público-alvo ou de ter reclamações de colaboradores sem conexão. Outra coisa que as empresa podem – e devem – aproveitar é o uso dessas redes sociais como ferramentas nos treinamentos. Afinal, é praticando que se aprende, então porque não induzir que cada curso tenha seu ambiente de relacionamento. Um ambiente desses pode congregar colaboradores de diversas regiões ou departamentos, fazendo com que possam se conhecer melhor, trabalhar em maior harmonia, que possam juntos encontrar soluções para problemas entre muitos outros benefícios.
A postura de autoria conquistada no uso de redes sociais forma pessoas mais capazes de se expressar e isso também deve ser aproveitado nos treinamentos, pois no século XXI não se admite mais que o instrutor seja o único, a palavra. Não se trata de educação básica, então todos são profissionais e cada um tem muito a contribuir. Todos devem ser beneficiados com essa colaboração e com a construção de conhecimento coletivo.
Por esses motivos as empresas devem incluir o uso de ferramentas de relacionamento ao montar seus treinamentos, é claro, sempre tomando o cuidado de não abrir isso para o mundo. O ambiente tem que ser seguro e controlado pela própria empresa, portanto, essas funções devem estar incluídas no ambiente virtual de aprendizagem (LMS) adotado.
Por Luis Fernando Pacheco









