Incubadoras viabilizam inovações no Brasil

Empresas inovadoras no Brasil começam a encontrar espaço e apoio nas incubadoras. As 51 empresas instaladas em quatro incubadoras de São José dos Campos, voltadas para os setores de energia, aeroespacial, tecnologia da informação, saúde e biociência são exemplos disso.

Além da capital paulista, São José dos Campos é hoje a cidade do estado com maior número de incubadoras de tecnologia: a Incubaero, a Revap/Univap, instalada dentro da Refinaria da Petrobras, a Incubadora de Negócios e a Incubadora da Univap (Universidade do Vale do Paraíba).

A Incubaero ganhou o Prêmio de melhor incubadora da região Sudeste em 2008, pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Ela foi criada pela Fundação Casimiro Montenegro Filho para desenvolver o setor aeroespacial. Esta incubadora está instalada no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Atualmente, a Incubaero abriga dez companhias com atuação em diversas áreas: propulsores de foguetes, software para predição de manutenção de aeronaves, Veículos Aéreos Não-Tripulados (Vants), mini-vant com tecnologia de propulsão elétrica, sistema inercial, GPS e sistemas de pouso e decolagem vertical.

Confira os destaques do que vem sendo criado:

Dumont – foi incubada há dois anos na Incubadora de Negócios do Parque Tecnológico. Atualmente está montando uma rede nacional de representantes e distribuidores e planeja vender pelo menos mil unidades este ano do E3, uma mesa ergonômica especializada, para pessoas com necessidades especiais. A empresa já conseguiu inserir seus produtos na novela “Viver a Vida“, da Rede Globo. A Dumont também está em fase final de negociação de um contrato com uma fabricante internacional

Acrux – a empresa tem apenas três funcionários. Apesar disso, é considerada uma empresa pioneira na Incubaero e com um futuro promissor no seu segmento. Além de foguetes de sondagem, a empresa também está envolvida em projetos de Vants, estruturas em material composto e propulsores de foguetes. A Acrux recebeu recursos do Programa Primeira Empresa (Prime), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O tecnólogo Oswaldo Barbosa Loureda da empresa está tentando emplacar sua invenção, um foguete de sondagem de pequeno porte. “Em abril faremos o primeiro voo do segundo protótipo, chamado AAT-2. O primeiro foi lançado, com sucesso, no ano passado, mas já estamos desenvolvendo uma versão mais potente, para atingir até 30 km”, disse.

Fonte: Valor Online

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