Em entrevista a CBN Curitiba, o empresário e consultor em tecnologia, Eduardo Guy de Manoel, fala sobre o novo desafio dos profissionais de educação.
A prefeitura de Curitiba aderiu ao projeto do Governo Nacional, no qual todas as escolas públicas de ensino fundamental e médio devem ter acesso a internet banda larga gratuita até o final 2010.
O desafio agora é para os professores que terão de administrar o uso da rede para e durante suas aulas.
Segundo um estudo semestral da Cisco e do IDC, o número de conexões de banda larga cresceu 16% no país no primeiro semestre do ano. Ao todo são 13,6 milhões de conexões, de acordo com o Barômetro da Cisco.
Esta informação também é bem vista para quem procura cursos a distância para se aperfeiçoar. O acesso a centros especializados de ensino continua difícil se pensarmos fisicamente nas dimensões do Brasil e onde está concentrada grande parte do conhecimento.
A possibilidade de fazer cursos a distância, aliada ao aumento do acesso à internet banda larga facilita o acesso ao conhecimento. Isto porque, cursos oferecidos pela internet são, normalmente, melhor aproveitados em velocidades de conexão maiores.
Números
De acordo com o mesmo estudo citado, entre janeiro e junho, foram registradas 1,13 milhão de novas conexões fixas e 680 mil conexões móveis. Já entre junho de 2008 e de 2009, o acesso à banda larga no Brasil cresceu 36,5%.
Ao todo, já são 10,9 milhões de conexões fixas e 2,6 de conexões móveis. No início do estudo, a Cisco colocou como meta 15 milhões de conexões até 2010. Agora, a previsão é que este número seja alcançado neste semestre.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou esta semana a regulamentação do PLC (Power Line Communications). Com isso, as distribuidoras de energia elétrica já podem usar sua rede para transmitir internet banda larga.
Porém, as concessionárias de energia não podem fornecer o acesso à internet diretamente. Por isso devem disponibilizar sua rede para operadoras ou criar subsidiárias.
É notório que o acesso à rede por banda larga tem crescido muito nos últimos anos no Brasil, mas essa nova forma promete revolucionar o mercado. Afinal, quem não tem uma tomada em casa?
Ainda que as operadoras levem algum tempo para prover esse acesso em regiões distantes dos grandes centros, não há dúvida que a decisão de levar acesso à internet para regiões mais distantes se torna mais simples.
Este pode ser um grande marco também para o e-learning. Isto porque, muitas pessoas ainda enxergam o acesso à banda larga como um fator limitante em seus planos de adoção ou expansão dos programas de utilização desta ferramenta.
Se o computador de mesa ou o laptop já é vendido e financiado em magazines que, até pouco tempo, só vendiam artigos de cama, mesa e banho, se os celulares acessam a internet e se a nova geração de computadores portáteis (notebooks) estão cada vez mais presentes, não há desculpas para continuar virando as costas para o e-learning! Se era a acesso à banda larga, agora é só questão de tempo, para que essa barreira seja derrubada.