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Vício em Internet pode ser doença

Nos últimos anos uma nova doença se torna cada vez mais presente, é a Internet Addiction Disorder (IAD), ou seja, os viciados em internet. Apesar de não fazer parte do Manual de Diagnósticos e Estatísticas de Distúrbios Mentais, grande número de médicos e especialistas consideram importante estudar e considerar este tipo de vício.

Esta discussão ganhou força após a abertura de uma clínica de tratamento de IAD pela Heavensfield Retreat Center, nos Estados Unidos. Chamada de reSTART, a clínica prevê tratamento de 45 dias para os viciados em web.

Localizada perto de Seattle, a clínica atende de dois a seis pacientes por vez e proíbem qualquer acesso à Internet. Durante os dias de tratamento, os pacientes participam de atividades como recreação, terapia e exercícios. O custo do tratamento para os 45 dias fica em 14 500 mil dólares.

O primeiro paciente da reSTART tem 19 anos e não conseguia parar de jogar World of Warcraft, um jogo online.

Conheça os sintomas para internação do paciente:

1 – Ter um desejo e um impulso forte para utilização da Internet

2 – O afastamento da internet causa alterações de comportamento

3 – Crescimento contínuo do uso da internet

4 – O uso da rede causa efeitos prejudiciais na vida pessoal do usuário

5 – Dificuldade para controlar o tempo de uso da rede

6 – Para usar a internet o indivíduo deixa de participar de atividades sociais

7 – O uso da internet é visto como refúgio de problemas ou alívio de sentimentos ruins

8 – O conteúdo acessado na web não é focado na educação, relacionamentos ou no lado profissional

Fonte: Mashable

ONU lança universidade quase gratuita

A Aliança Global de Informação e Tecnologia da Comunicação e Desenvolvimento (GAID) das Nações Unidas (ONU) criou neste ano uma universidade com fins não lucrativos que pretende oferecer ensino de excelência para pessoas que, normalmente, não podem pagar por este tipo de educação. Esta universidade foi chamada de University of the People.

Esta universidade é totalmente online e utiliza recursos de ensino “peer-to-peer” (ponto-a-ponto) para trocar informações sem custo. Porém, os cursos não são totalmente gratuitos. Os alunos devem pagar a inscrição e as provas à medida que elas são realizadas. Estas taxas são estabelecidas com base no país de origem do estudante e nunca passam de U$ 100.

A principio serão aceitos todos os estudantes que tenham diploma de ensino médio e falem Inglês. As provas, pré-requisitos para que o aluno complete módulos e evolua no curso, são aplicadas sempre que o estudante se considerar preparado e não têm prazo pré-estabelecido para serem realizadas.

Até agora estão disponíveis apenas dois cursos, Tecnologia da Informação e Administração de Negócios. Estes são os cursos que, segundo Shai Reshef, fundador da University of the People, proporcionam maior chance para o aluno conseguir emprego em qualquer parte do mundo.

Reshef afirma que a universidade não será acessível a todos. “Você precisa saber Inglês, precisa ter um computador, nós assumimos que os estudantes serão os melhores economicamente da classe baixa e os piores economicamente da classe média, pessoas que quase entraram na universidades, mas perderam a oportunidade”.

Fonte: Mashable